Escolher cores para uma interface pode parecer simples à primeira vista, mas quanto mais você aprofunda, mais percebe que trabalhar com cores pode ficar complexo rapidamente. No entanto, quando o foco é design de UI, você não precisa dominar teoria avançada de cor.

A Maneira Correta de Escolher Cores para Interfaces Usando HSL

Escolher cores para uma interface pode parecer simples à primeira vista, mas quanto mais você aprofunda, mais percebe que trabalhar com cores pode ficar complexo rapidamente. No entanto, quando o foco é design de UI, você não precisa dominar teoria avançada de cor. O que realmente importa é entender como criar um sistema coerente e funcional. E entre todos os métodos disponíveis, o formato HSL é um dos mais eficientes.

HSL (Hue, Saturation, Lightness) permite construir paletas muito mais lógicas, intuitivas e fáceis de manter, especialmente quando comparado a formatos mais tradicionais, como HEX e RGB. Enquanto HEX e RGB dificultam a criação de tons relacionados, HSL deixa tudo mais claro: matiz, saturação e luminosidade são totalmente separadas, o que facilita gerar variações harmônicas.

Por que HSL é tão eficiente para UI

Ao contrário de HEX e RGB, que não têm relação visual clara com o que você vê na tela, HSL trabalha diretamente com conceitos perceptíveis. Isso significa que você consegue criar tons, sombras e variações sem adivinhação.

Hue controla o tipo de cor. Vai de 0 a 360 na roda cromática. Saturation define quanta cor existe, indo de uma cor apagada até uma cor intensa. Lightness controla o quão clara ou escura é a cor. E é exatamente essa separação que torna HSL perfeito para criar sistemas completos, especialmente quando falamos de interfaces com dark mode e light mode.

Para construir uma base sólida, você precisa começar com uma paleta totalmente neutra. Isso significa trabalhar com saturação zerada. Quando a saturação é igual a zero, o Hue deixa de importar, pois qualquer valor vira cinza. Assim, você consegue criar tons consistentes apenas ajustando a luminosidade.

Criando o conjunto principal de cores da interface

Toda UI precisa de pelo menos estes grupos de cores: cores de fundo, cores de texto, cores principais da marca ou ação, e cores semânticas (sucesso, alerta, erro etc.). Mas a fundação começa pelos neutros.

Para o modo escuro, por exemplo, o processo é simples: defina o primeiro tom neutro com 0% de lightness. Depois crie variações incrementando a luminosidade. Um tom com 5% funciona bem para superfícies, cards e áreas elevadas. Já algo como 10% pode servir para elementos destacados. Essa hierarquia visual faz com que componentes importantes aparentem estar acima dos demais.

No texto, o mesmo princípio se aplica. Uma cor totalmente branca (100%) pode causar fadiga visual no modo escuro, então tons de alta luminosidade, porém não máximos, entregam contraste adequado sem exagero. Já para textos complementares, diminuir a luminosidade cria sutileza.

Quando você converte essas mesmas cores para o modo claro, basta subtrair os valores de luminosidade de 100. Isso cria um ponto de partida. Porém, é importante ajustar manualmente, pois no light mode, elementos superiores geralmente são mais claros, enquanto o fundo é mais escuro. Organizar os nomes das variáveis de forma coerente evita confusão. Ao nomear algo como BG-dark e BG-light, você sabe exatamente a função daquela cor independentemente do tema.

Implementando a paleta no CSS

Depois de definir suas cores, o próximo passo é criar variáveis de CSS. A raiz do documento (root) deve conter o tema padrão. Em seguida, o tema alternativo (geralmente o light ou dark) pode ser configurado no body. Uma linha de JavaScript pode alternar os temas, ou você pode usar media queries para seguir automaticamente a preferência do usuário.

Com as variáveis prontas, basta aplicá-las nos elementos: fundo, texto, bordas e outros componentes. A interface inicialmente parecerá simples, mas é justamente essa simplicidade que serve como base para o refinamento.

Adicionando profundidade: bordas, realces, sombras e gradientes

Após a fundação estar sólida, é hora de adicionar microdetalhes. Uma borda suave pode criar separação entre componentes sem competir pela atenção do usuário. Gradientes sutis, quando aplicados com base nos mesmos tons, adicionam volume. O uso de um “highlight” mais claro no topo de um card dá a sensação de luz vindo de cima, reforçando profundidade.

No light mode, ajustes são necessários. Gradientes que funcionam no dark mode podem não parecer naturais no tema claro. A solução é criar variáveis específicas quando necessário, garantindo que cada modo tenha coerência visual.

Sombras também entram nesse refinamento. Elas precisam de transparência, portanto usam valores com alpha. Misturar duas sombras — uma curta e escura com uma longa e leve — cria um efeito realista e controlado.

Quando usar Hue e Saturation

Até aqui, quase não mexemos em Hue ou Saturation. E isso é proposital: o foco inicial é criar a fundação neutra. Depois que tudo está funcionando, você ajusta Hue e Saturation para definir o tom da marca ou para trazer personalidade aos botões e elementos principais.

Pequenas alterações de Hue mudam totalmente o clima da interface: tons mais frios criam uma sensação mais tecnológica, enquanto tons quentes passam conforto. Saturation controla a intensidade. É possível criar uma UI profissional apenas modulando esses valores sem alterar a estrutura neutra.

HSL versus OKLCH

O vídeo original também compara HSL com LCH e sua versão mais atual, OKLCH. Esses novos formatos representam cor de forma mais fiel, com gradações mais naturais. Mas mesmo que você opte por eles, entender HSL continua sendo fundamental, pois ele oferece controle rápido, direto e excelente para designers iniciantes e intermediários.


Créditos da Fonte Original
Autor: Said
Título: “The Easy Way to Pick UI Colors”
Link do conteúdo original:
https://youtu.be/vvPklRN0Tco?list=PLg19niZT4Q3c1cWK1E-UibDVXezbdo0-Z

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