O design de componentes é uma das etapas mais importantes do desenvolvimento de uma interface bem estruturada.

O design de componentes é uma das partes mais importantes na construção de uma interface sólida. É aqui que a teoria de tipografia, espaçamento, cores e hierarquia visual finalmente ganha forma dentro de botões, formulários, cards, tabelas e ícones. Um bom componente não apenas “fica bonito”, mas cria padrões que o usuário entende imediatamente, reduz fricção e aumenta a clareza do layout.

A seguir, explico os princípios fundamentais para construir componentes funcionais e consistentes, baseados nos tópicos abordados no capítulo Component Design do material original.

Spacing: o alicerce do componente

Todo componente começa pelo espaçamento. Ele define o “ar” que cada elemento interno respira. Trabalhar com valores proporcionais (como 4, 8, 16, 24px) mantém harmonia entre botões, inputs, cards e seções do site. Espaçamento consistente cria previsibilidade visual — e previsibilidade cria conforto.

Base Units: criando uma linguagem visual

A ideia das unidades-base é simples: tudo cresce e diminui seguindo a mesma escala. Isso garante que nenhum elemento pareça deslocado. Botões seguem a mesma lógica de inputs. Cards seguem a mesma lógica de tabelas. Toda a interface conversa entre si.

Grids e Colunas: alinhamento que organiza o caos

Trabalhar com grids não é apenas dividir a tela em colunas — é criar fluxo. Componentes que respeitam a mesma grade mantêm alinhamentos coerentes, facilitam a leitura e organizam o conteúdo de forma natural para o usuário.

Buttons: clareza, propósito e ação

Botões são um dos componentes mais usados e precisam transmitir intenção com rapidez.
O capítulo original reforça que um bom botão combina quatro pilares: tamanho adequado, contraste com o fundo, peso visual claro e feedback (hover, ativo, desabilitado). Um botão precisa parecer clicável antes mesmo de ser clicado.

Borders: reforçando separação sem pesar

As bordas ajudam a delimitar campos e seções, mas devem ser usadas com sutileza. Muitas vezes, bordas suaves são suficientes; outras vezes, removê-las e usar apenas sombra ou contraste é mais eficiente para simplificar a interface.

Shadows: profundidade aplicada com técnica

Sombras criam hierarquia, permitindo que o usuário entenda o que está acima, o que pode ser clicado e o que pertence ao plano de fundo. Sombras suaves, bem espalhadas e aplicadas com lógica (mais escuras e próximas, ou mais leves e distantes) dão vida ao layout sem exageros.

Icons: significado imediato

Ícones funcionam como atalhos visuais. Eles reduzem texto, aceleram a interpretação e guiam a navegação. O capítulo reforça que ícones devem ser consistentes no estilo, peso, tamanho e cor. Misturar estilos quebra a harmonia e gera ruído visual.

Labels: reforçam clareza

Usados principalmente em formulários, labels existem para evitar dúvidas. Um label bem posicionado impede erros, aumenta a acessibilidade e melhora a experiência geral. Ele deve estar perto do elemento que descreve e manter alinhamento consistente.

Dividers: separação inteligente

Dividers ajudam a delimitar grupos de conteúdo sem usar caixas pesadas ou sombras exageradas. São sutis e eficientes, especialmente em interfaces densas. O segredo é não abusar: separadores demais viram poluição visual.

Forms e Inputs: simplicidade que facilita a vida

Formulários representam uma das partes mais sensíveis da experiência do usuário. Segundo o material base, inputs devem ter tamanho uniforme, boa legibilidade, espaçamento adequado e feedback claro. O usuário precisa entender rapidamente o que fazer e quando está fazendo certo.

Cards, Lists, Tables e mais

A partir do mesmo conjunto de regras — espaçamento, tipografia, alinhamento, profundidade e consistência — nascem componentes maiores como cards, tabelas e listas. O importante é que todos sigam a mesma lógica visual para evitar a sensação de remendos ou falta de padrão.

Componentes bem projetados são a base de qualquer design system. Quando todas as peças falam a mesma língua, o site se torna intuitivo, coerente e fácil de manter.


Créditos – Conteúdo baseado no livro:
Design for Developers – Adrian Twarog & George Moller

Compartilhe

Postagens relacionadas

01 Painel de classes elementor
O novo sistema de estilização baseado em classes do Elementor chegou para acelerar projetos e simplificar o código…
02 regra 60 30 10 ui design
No design de interfaces digitais, uma técnica simples, mas extremamente eficaz, para organizar as cores é a regra 60-30-10.
03 Site Responsivo
Um site responsivo é aquele cuja estrutura e layout se adaptam automaticamente à resolução da tela do dispositivo usado para acessá-lo — seja celular, tablet, notebook ou desktop. Ou seja: ele muda para ficar legível, aparente e utilitário em diferentes tamanhos de tela.

Inscreva-se no DesignLab

Assine a newsletter do DesignLab para acompanhar, com calma, novos aprendizados e experimentos em web design e WordPress/Elementor, sempre com foco em práticas reais e melhorias contínuas nos projetos.